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Hidratação e treino: o que realmente importa

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A hidratação é a variável de desempenho mais subestimada do ginásio. Podes ter as séries, as repetições e os descansos perfeitamente planeados, mas perder apenas 2 por cento do peso corporal em suor e tudo parece mais difícil. A boa notícia: ao contrário da força ou da técnica, a hidratação responde dentro de horas. Eis o que realmente importa, sem garrafas com truques nem pós milagrosos.

Porque é que um pequeno défice custa caro

A taxa de suor durante treino exigente varia entre cerca de meio litro e mais de dois litros por hora, dependendo da pessoa, da sala e da intensidade. Perder tão pouco como 2 por cento da massa corporal em suor reduz de forma mensurável a resistência e a produção de força enquanto torna o mesmo esforço sentivelmente mais difícil — a frequência cardíaca sobe e a qualidade das repetições cai antes de sentires sede a sério. Numa pessoa de 70 quilogramas, esse limiar é de apenas 1,4 litros. Num ginásio quente ou num circuito longo de burpees e trabalho de condicionamento, podes cruzá-lo dentro de uma única sessão.

O que beber antes e durante o treino

Começa hidratado em vez de estares a recuperar. Uma rotina prática: bebe cerca de 500 ml de água nas duas horas antes do treino, depois bebe aos golos 400–800 ml por hora durante a sessão, mais se a sala for quente ou o trabalho longo e contínuo. Não precisas de beber em contínuo — alguns bons goles entre blocos de trabalho chegam. Para sessões abaixo de uma hora, a água simples faz todo o trabalho. Entrar no treino já com um litro a menos é um buraco de que não consegues beber a saída a meio do treino, por isso trata as horas antes da sessão como parte do plano.

Precisas de eletrólitos?

Para a maioria das sessões de ginásio, não — comida mais água cobre tudo. O sódio e outros eletrólitos começam a importar quando as sessões passam os 60–90 minutos, quando sua muito ou notas marcas brancas de sal na roupa, ou quando treinas em calor sério. Nesses casos, uma bebida com eletrólitos ou simplesmente salgar um pouco mais as refeições faz o trabalho; as bebidas desportivas são uma opção, não um requisito. O que deves evitar é o erro oposto: beber quantidades enormes de água simples durante eventos muito longos e com muita sudação, o que dilui o sódio do sangue. Esforço longo mais sede grande mais zero sódio é a combinação a contornar.

Uma forma simples de verificar o teu estado

Dois testes vencem qualquer fórmula. Primeiro, a cor da urina: palha clara significa que estás bem, sumo de maçã escuro significa bebe. Segundo, pesa-te antes e depois de uma sessão ocasional longa e exigente — cada quilograma perdida é aproximadamente um litro de suor a repor nas horas seguintes, por isso aponta para terminar a noite perto do peso inicial. A sede merece ser ouvida, mas encara-a como um lembrete e não como um alerta precoce, porque quando fala num dia de treino já costumas estar ligeiramente atrasado.

Perguntas frequentes

Posso beber demasiada água?

Sim, embora seja raro fora de eventos de resistência muito longos. Beber vários litros além da sede numa única sentada pode diluir o sódio do sangue, uma condição chamada hiponatremia. Bebe de forma estável durante as sessões longas e inclui sódio quando as perdas de suor são grandes.

O café desidrata?

Não. O leve efeito diurético da cafeína é pequeno, e quem bebe café por hábito cria tolerância a ele. O teu café da manhã conta para a ingestão diária de líquidos, por isso não há necessidade de o compensares copo a copo.

As bebidas desportivas são necessárias para sessões normais de ginásio?

Para uma típica sessão de pesos de 45–60 minutos, não — água e uma alimentação normal cobrem tudo. As bebidas desportivas justificam-se em sessões acima de cerca de 90 minutos, em condições de sudação intensa ou logo antes de sessões exigentes consecutivas.